Venezuela impõe tarifas sobre produtos brasileiros e desafia acordo comercial

A Venezuela iniciou, nesta semana, a cobrança de tarifas de importação sobre produtos brasileiros, rompendo com o Acordo de Complementação Econômica nº 69 (ACE-69), firmado entre os dois países em 2014. A medida, que afeta diretamente exportadores de Roraima e outras regiões do Brasil, prevê a aplicação de taxas que variam entre 15% e 77%, mesmo para itens que antes eram isentos, como açúcar, farinha, cacau e margarina.

A mudança pegou empresários de surpresa. Muitos já haviam enviado cargas à Venezuela com o Certificado de Origem válido, conforme estabelecido no acordo da ALADI, mas foram surpreendidos com a cobrança nas aduanas venezuelanas. Representantes da Câmara de Importadores do Sul da Venezuela se mobilizaram e estiveram em Caracas para dialogar com o governo de Nicolás Maduro, buscando explicações e possíveis soluções para o impasse.

No Brasil, entidades como a Federação das Indústrias de Roraima (FIER) alertam para o prejuízo econômico que a medida pode causar, especialmente para pequenos exportadores. O governo federal, por meio dos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, já está em contato com autoridades venezuelanas em busca de esclarecimentos e de uma solução diplomática.

Ainda não há uma justificativa oficial clara por parte da Venezuela. A atitude é vista por analistas como uma possível retaliação política ou erro técnico na aplicação das normas comerciais. Enquanto isso, exportadores seguem apreensivos com os impactos financeiros da medida e aguardam um posicionamento firme do governo brasileiro para restabelecer a normalidade das relações comerciais entre os países.

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