Em um movimento que tem repercutido fortemente no tabuleiro político baiano, o ex-prefeito de Salvador e líder da oposição, ACM Neto, conseguiu angariar dois aliados importantes que, até então, integravam a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT): os deputados estaduais Nelson Leal (PP) e Cafu Barreto (PSD). As adesões ocorrem em um momento de reconfiguração da política estadual, com vistas às eleições de 2026.
Nelson Leal, ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, anunciou no dia 7 de novembro que deixaria o grupo de Jerônimo. Segundo ele, a decisão foi fruto de uma “reflexão sobre o futuro do estado”. Leal também afirmou que abrirá mão da reeleição para dedicar-se integralmente à missão de coordenar a campanha de ACM Neto. Neto, por sua vez, destacou a experiência de Leal, reforçando a importância estratégica de sua presença no projeto oposicionista.
Poucos dias depois, o deputado Cafu Barreto, que atuava como vice-líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, também anunciou seu rompimento com Jerônimo e declarou apoio a Neto. Cafu ressaltou que saía “de cabeça erguida” e classificou ACM Neto como “símbolo de mudança, esperança e um novo caminho para a Bahia”. A movimentação dele é ainda mais relevante por conta de sua base política na região de Irecê, onde possui forte influência.
Esses dois rompimentos, somados, representam uma significativa perda para o Palácio de Ondina e um ganho substancial para a oposição. A saída de figuras históricas da base governista sinaliza que o projeto de ACM Neto ganha corpo e musculatura institucional, especialmente em regiões estratégicas. Caso a tendência se mantenha, o cenário para 2026 pode se acirrar ainda mais, com Neto consolidando apoio entre lideranças influentes.
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