O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira, 24 de abril de 2025, a prisão imediata do ex-presidente Fernando Collor de Mello. A decisão ocorreu após a rejeição de um segundo recurso da defesa, considerado pelo magistrado como “meramente protelatório”.
Condenação e Acusações
Collor foi condenado em maio de 2023 a 8 anos e 10 meses de prisão em regime fechado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a acusação, ele teria recebido R$ 20 milhões em propinas entre 2010 e 2014, enquanto exercia o cargo de senador, para facilitar contratos irregulares entre a BR Distribuidora (atual Vibra) e a UTC Engenharia.
A denúncia surgiu no âmbito da Operação Lava Jato, com base na delação premiada de Ricardo Pessoa, ex-presidente da UTC. Durante as investigações, a Polícia Federal apreendeu veículos de luxo, como Porsche, Ferrari e Lamborghini, em uma das propriedades de Collor em Brasília.
Próximos Passos
A defesa de Collor informou que ele se apresentará voluntariamente às autoridades nesta sexta-feira, 25 de abril, para cumprir a pena. A ordem de prisão será analisada pelo plenário do STF em sessão virtual extraordinária marcada para o mesmo dia, das 11h às 23h59, conforme solicitado por Moraes ao presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso.
A prisão de Collor reforça o histórico de presidentes brasileiros envolvidos em escândalos de corrupção desde a redemocratização. Ele é o segundo ex-presidente a ser preso por crimes relacionados à Lava Jato, após Luiz Inácio Lula da Silva, cuja condenação foi posteriormente anulada.





