Figueiredo chama Moraes de “ditador” em audiência no Congresso dos EUA e gera polêmica internacional

Durante audiência da Comissão de Direitos Humanos Tom Lantos, no Congresso dos Estados Unidos, o jornalista e influenciador Paulo Figueiredo Filho classificou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, como “ditador do Brasil”. A declaração, dada na terça-feira (24), reacendeu debates sobre a atuação do Judiciário brasileiro e a liberdade de expressão. Figueiredo relatou que é alvo de perseguição política e afirmou que teve contas em redes sociais bloqueadas, patrimônio congelado e o passaporte cancelado por determinação do ministro.

Neto do ex-presidente da ditadura militar João Figueiredo, o comentarista também apelou para que os Estados Unidos sancionem Moraes por meio da Lei Magnitsky, que autoriza punições a estrangeiros acusados de violar direitos humanos. A audiência, embora não tenha valor vinculativo, foi transmitida ao vivo e ganhou forte repercussão entre apoiadores e críticos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A fala de Figueiredo foi duramente criticada pelo deputado democrata Jim McGovern, que ironizou as queixas do brasileiro, destacando que nos próprios EUA há ameaças crescentes à democracia e à segurança de autoridades. O confronto de discursos evidenciou um cenário de polarização política transnacional, com o Brasil mais uma vez no centro de disputas ideológicas que ultrapassam suas fronteiras.

A postura de Moraes tem sido alvo constante de controvérsia, especialmente no contexto das investigações sobre atos antidemocráticos e o uso de redes sociais para disseminação de desinformação. Seus defensores apontam que ele age para proteger a democracia e as instituições, enquanto críticos o acusam de extrapolar seus poderes constitucionais.

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