Bahia sofre gols em quatro dos seis jogos contra times da Série A e vê média da temporada subir

O início da temporada de 2025 para o Esporte Clube Bahia tem revelado um dado preocupante: o Tricolor tem sofrido gols com frequência quando enfrenta adversários da Série A. Em seis partidas disputadas contra clubes da elite do futebol brasileiro até agora, o Bahia foi vazado em quatro delas, elevando a média de gols sofridos na temporada.

Os confrontos aconteceram em contextos diferentes — entre Campeonato Baiano, Copa do Nordeste e partidas amistosas —, mas expuseram uma fragilidade defensiva que acendeu o alerta na comissão técnica comandada por Rogério Ceni.

A média de gols sofridos pelo Bahia em jogos contra times da Série A neste início de ano gira em torno de 1,5 por partida, número considerado alto para uma equipe que busca se consolidar entre os principais clubes do país. Em comparação, a equipe terminou a temporada passada com média inferior a 1 gol sofrido por jogo contra o mesmo nível de adversários.

Entre os principais duelos, destacam-se os jogos contra Fortaleza, Botafogo, Vitória e Athletico-PR. Desses, apenas contra Vitória e Fortaleza o Bahia conseguiu sair de campo sem ser vazado — ainda assim, com atuações defensivas questionadas em alguns momentos das partidas.

O treinador Rogério Ceni reconheceu o desafio em entrevista recente e afirmou que ajustes estão sendo feitos no sistema defensivo: “Estamos em processo de evolução. Enfrentamos equipes qualificadas e, naturalmente, erros aparecem. Mas já estamos trabalhando para dar mais solidez à defesa”, afirmou.

Apesar dos problemas na retaguarda, o Bahia tem mostrado evolução ofensiva, o que tem contribuído para resultados positivos. No entanto, a torcida e os analistas esportivos têm alertado que, para brigar na parte de cima da tabela do Brasileirão, será preciso encontrar um equilíbrio entre ataque e defesa.

Com a aproximação da estreia no Campeonato Brasileiro, a expectativa é que o Esquadrão de Aço consiga corrigir as falhas e apresentar um desempenho mais consistente diante dos gigantes nacionais. O desafio está lançado — e o Bahia sabe que, para alcançar voos mais altos, precisará fechar melhor a sua “cozinha”.

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