Hugo Motta pede afastamento de 14 deputados após motim na Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), solicitou o afastamento de 14 parlamentares por até seis meses devido ao motim ocorrido nos dias 5 e 6 de agosto de 2025. O episódio, marcado pela ocupação da Mesa Diretora e pela paralisação das atividades legislativas, envolveu deputados principalmente dos partidos PL e Novo, além de uma deputada do PT, acusada de agressão. O caso foi encaminhado à Corregedoria Parlamentar, que vai analisar imagens e depoimentos antes de submeter o processo ao Conselho de Ética.

Segundo Motta, a medida é necessária para “garantir o respeito às instituições e o funcionamento democrático da Casa”. O presidente destacou que a invasão do plenário comprometeu o andamento das votações e representou um “grave desrespeito” ao regimento interno. Alguns dos parlamentares citados, como Nikolas Ferreira (PL-MG), já se manifestaram nas redes sociais, afirmando que a ação foi um protesto legítimo contra decisões da Mesa Diretora e prometendo recorrer de qualquer punição.

Há divergência nos números apresentados pela imprensa. Enquanto alguns veículos noticiaram o envolvimento de 15 deputados, a lista oficial da presidência da Câmara inclui 14 nomes, com a possibilidade de acréscimo de outros parlamentares conforme o avanço das investigações. As punições, caso aprovadas pelo Conselho de Ética, podem incluir suspensão temporária do mandato e perda de prerrogativas parlamentares.

O caso promete gerar novos embates políticos nos próximos dias, já que a base aliada do governo defende punições exemplares, enquanto a oposição acusa a presidência de perseguição política. O clima na Câmara permanece tenso, e a expectativa é que a análise da Corregedoria seja concluída ainda em agosto.

Fique ligado nas próximas atualizações e acompanhe todos os desdobramentos deste caso aqui no Blog do PICOPEL.

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